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quinta-feira, março 18

O poder do perdão

Por Ágata Székely

Quando me sugeriram o tema deste artigo, pensei: E se fizéssemos um sobre “O valor da vingança”? Eu me lembraria de mais exemplos... Como canta Sir Elton John, o perdão parece ser um dos conceitos mais difíceis de se pôr em prática. Além disso, pelo que consegui investigar, é uma palavra mal-entendida.
Muitas vezes não perdoamos porque acreditamos que o perdão contribui para a injustiça. Quem causa dano não merece perdão, pensamos. Se perdoarmos, voltarão a nos ferir, vão se aproveitar da “nossa nobreza”. Às vezes, o desgosto com os prejuízos e as ofensas não se reduz nem com o passar do tempo.

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terça-feira, março 9

Será que as relações de longa duração matam o amor romântico? Parece que, afinal, não tem de ser assim

Fonte: Review of General Psychology 2009

Hoje apresentamos-lhe as conclusões de um artigo recente de Bianca P. Acevedo e Arthur Aron, da Universidade Stony Brook que examina a possibilidade de o amor romântico (com intensidade, entrega e interesse sexual) poder existir nas relações a longo termo. Uma revisão das taxonomias, teoria e pesquisa sugere que o amor romântico, sem a obsessão, componente típico da fase inicial do amor romântico, pode existir e existe em casamentos de longa duração e está associado à satisfação no casamento, bem-estar e  a um alto grau de auto-estima. Reforçando a separação dos papéis do amor romântico e da obsessão nas relações a longo prazo, uma análise com um conjunto moderadamente grande de casais de uma comunidade identificou factores latentes independentes para o amor romântico e a obsessão e um sub-conjunto de indivíduos reportaram níveis muito altos de amor romântico (mas não de obsessão), mesmo após o controlo do factor de desejo social. Finalmente, uma meta-análise de 25 estudos relevantes concluiu que em relações de curta ou longa duração, o amor romântico (sem obsessão) estava fortemente associado com a satisfação na relação, mas a obsessão estava negativamente correlacionada com essa satisfação nas relações de longa duração e positivamente correlacionada nas de curta duração.

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domingo, março 7

Entre o sagrado e o profano

Fonte: Acessa.com

Por: Jussara Hadadd, Filósofa e Terapeuta Sexual Feminina

Em tempos onde a Filosofia e a busca por sabedoria estão em alta, onde as religiões começam a ser respeitadas ou conscientemente desprezadas em seus pontos de vista, ouve-se muito falar de questões mais elevadas que envolvem a sexualidade humana. Muitas dúvidas sobre o comportamento sexual estão latentes e buscam esclarecimento para o que pode ou não comprometer nossa dignidade e nossa evolução moral, intelectual e espiritual. Bom isso não é? Elevação através de uma preocupação com o que se faz com o corpo e com a alma perante a necessidade carnal e energética de fazer sexo? Preocupação e lembrança de sermos bem mais que animaizinhos seguidores de seus instintos o que em uma visão muito errônea se baseiam algumas pessoas para praticarem sexo sem “pé e nem cabeça”. Os animaizinhos ainda são melhores que nós neste sentido.

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sábado, março 6

Terão as pessoas mais amáveis uma vantagem evolucionária?

Por Yasmin Anwar, UC Berkeley
http://www.alternet.org/story/145888/

Pesquisadores da Universidade da California, Berkeley, estão a desafiar as antigas crenças de que os seres humanos estão programados para serem egoístas. A partir de uma longa série de estudos, os cientistas sociais estão a reunir um crescente conjunto de evidências que demonstram que estamos a evoluir para nos tornarmos mais compassivos e colaborativos na nossa luta pela sobrevivência e pelo sucesso.
Em contraste com as interpretações do "cada um por si" da teoria da evolução de Charles Darwin através da selecção natural, Dacher Keltner, um psicólogo da Universidade de Berkeley e autor do livro Born to be Good: The Science of a Meaningful Life (Nascer para ser Bom: a Ciência de uma Vida com Significado) e os seus colegas estão a desenvolver uma teoria de acordo com a qual os humanos são bem sucedidos como espécie exactamente por causa das suas características de altruísmo, capacidade de cuidar e compaixão.

Chamam-lhe a "sobrevivência dos mais amáveis."
"Por causa da vulnerabilidade dos nossos bebés, a tarefa essencial para a sobrevivência humana e reprodução genética é cuidar dos outros," diz Keltner, co-director do Centro de Ciência Um Bem Maior da Universidade de Berkeley. "Os seres humanos sobreviveram como espécie porque desenvolveram a capacidade de cuidar daqueles em necessidade e de cooperar. Tal como Darwin há muito tempo resumiu, a simpatia é o nosso instinto mais forte."

Empatia nos nossos genes
A equipa de Keltner está a analisar de que forma a capacidade humana de cuidar e cooperar está activa em determinadas regiões do cérebro e do sistema nervoso. Um estudo recente encontrou evidências fortes de que muitos de nós somos geneticamente predispostos à empatia.

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