segunda-feira, abril 19

Afinal, o mito dos super-poderes dos super-heróis e dos super-vilões, tem a sua razão de ser

A eterna luta entre o bem e o mal. A escolha diária, nas pequenas coisas, de cada um de nós. Ou simplesmente não escolher.


A moralidade controla a resistência física, sugerem psicólogos.

O comportamento moral pode aumentar a nossa força de vontade e resistência física, de acordo com um novo estudo da Universidade de Harvard.
Os participantes neste novo estudo que praticaram boas acções - ou que simplesmente se imaginaram a ajudar outros - conseguiram desempenhar melhor uma tarefa de resistência física. A pesquisa mostra um resultado similar ou ainda mais marcado após acções vis.
Os resultados deste estudo foram publicados na Social Psychological and Personality Science.
"Quer seja um santo ou perverso, parece existir um poder nos eventos morais," diz Kurt Gray, um estudante doutorado em Psicologia em Harvard. "As pessoas pensam muitas vezes naqueles que fazem um grande bem ou um grande mal e pensam, 'Eu nunca conseguiria fazer aquilo' ou então 'Não teria a força para fazer tal coisa'. Mas este estudo sugere, de facto, que a força física pode ser um efeito e não uma causa dos actos morais."
A conclusão surge de dois estudos. No primeiro, foi dado um dólar aos participantes e foi-lhes dito que podiam ficar com ele ou doá-lo a quem precisa; depois foi-lhes pedido para levantarem e manterem um peso de 5 libras (2,27 kg) durante tanto tempo quanto conseguissem. Aqueles que doaram o dólar conseguiram aguentar o peso durante mais 10 segundos, em média.

Num segundo estudo, os participantes seguraram um peso enquanto escreviam histórias ficcionais sobre eles próprios a cuidar de outros, maltratando outros ou simplesmente fazendo algo que não tinha qualquer impacto sobre outros. Tal como no primeiro estudo, os que escreveram sobre ajudar outros demonstraram uma força física superior do que aqueles cujas acções não beneficiavam outros.
Surpreendentemente, no entanto, os malfeitores demonstraram uma força ainda maior do que aqueles que imaginaram as boas acções.
Os resultados vão contra a noção de que apenas aqueles que possuem uma força de vontade ou auto-controlo extraordinários são capazes de heroísmo, sugerindo que simplesmente tentar realizar actos heróicos ou sinistros pode conferir poder pessoal.
"Gandhi ou a Madre Teresa podem não ter nascido com um auto-controlo extraordinário, mas talvez o tenham vindo a possuir através da ajuda que prestaram a outros," diz Gray, que apelida este efeito de "transformação moral", porque sugere que os actos morais têm o poder de transformar as pessoas comuns em pessoas excepcionais.
A transformação moral tem muitas implicações. Por exemplo, sugere uma nova técnica para aumentar o auto-controlo quando se faz dieta: ajude os outros quando se sentir tentado. "Talvez a melhor forma de resistir aos donuts no trabalho seja doar a sua transformação matinal a uma causa meritória,", diz Gray.
Pode também sugerir um novo tratamento para a ansiedade ou a depressão. Gray acrescenta: "Ajudar os outros pode ser a melhor forma de recuperar o controlo sobre a sua vida."

Nota do Outro: O problema é que parece que maltratá-los também.

Pintura: Archangel, de William Mark Coulthard

1 comentários:

Manuel Cachucho disse...

Nem mais Nem menos.

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